Os capítulos da vida de Alim
O diagnóstico chegou aos quase sessenta anos — e entra nesta lista perto do fim. Tudo o que vem antes aconteceu sem que houvesse nome para nada disso.
Infância no interior da Bahia
Cresce numa época e num lugar em que a palavra "autismo" não circulava. O que hoje se nomeia, ali se explicava como temperamento, timidez ou preguiça.
Ler no e-book · Cap. 1A escola e a reprovação
A escola percebe que algo não acompanha o esperado, mas não tem com que nomear. A reprovação entra na história como fracasso pessoal.
Ler no e-book · Cap. 1Corrida, violão, natação — e as máscaras
Encontra nos interesses intensos um lugar de competência, e aprende a imitar o jeito dos outros para caber. Camuflagem antes de existir a palavra.
Ler no e-book · Cap. 2A primeira namorada
Afeto não depende de diagnóstico, e a vida afetiva de Alim desmente a ideia de que pessoas autistas não se vinculam.
Ler no e-book · Cap. 3Casamento, e a separação antes dos três anos
A convivência cobra uma leitura social que ninguém nunca lhe ensinou — e que ele também não sabia que lhe custava mais.
Ler no e-book · Cap. 3Analista de sistemas
A atenção ao detalhe e a tolerância à repetição, que na escola pareciam defeito, no trabalho viram competência.
Ler no e-book · Cap. 3O consultório, perto dos 60 anos
Procura ajuda por outra razão. A avaliação reconstrói a história inteira e chega à identificação tardia de TEA nível 1 de suporte.
Ler no e-book · Cap. 3"Então eu não era preguiçoso?"
A frase que resume o valor de um diagnóstico tardio: não muda o passado, mas muda a leitura que a pessoa faz de si.
Ler no e-book · Cap. 5Caso clínico com nome e detalhes alterados para preservar a identidade.